11 de Novembro: aniversário do Dia do Armistício da Guerra de 1914-1918, uma guerra imperialista

Um dia para recordar a declaração, feita a 2 de Dezembro de 1914, do revolucionário internacionalista alemão Karl Liebknecht no Reichstag (o Parlamento da Alemanha). Sozinho contra todos, inesquecível… e altamente actual no seu conteúdo central, a rejeição da “paz do castelo” com o capital. Ele salvou a honra do proletariado alemão, do movimento operário alemão.

Abaixo a exploração e a guerra, viva Karl Liebknecht!

“O meu voto contra a Lei de Apropriações de Guerra de hoje baseia-se nas seguintes considerações: Esta guerra, não desejada por nenhum dos povos envolvidos, não eclodiu para promover o bem-estar dos Alemães ou de qualquer outro povo. É uma guerra imperialista, uma guerra pela divisão de importantes territórios de exploração para os capitalistas e os senhores da Finança. Do ponto de vista da rivalidade armamentista, trata-se de uma guerra provocada conjuntamente pelos partidos pró-guerra alemães e austríacos, na escuridão do semi-feudalismo e da diplomacia secreta, a fim de obter vantagens sobre os seus adversários. (…)

Ao mesmo tempo, a guerra é um esforço bonapartista para desorganizar e dividir o movimento crescente das classes trabalhadoras. (…)

O grito alemão «Contra o Czarismo!» foi inventado nessa altura – tal como foram inventados os actuais slogans ingleses e franceses – para explorar as aspirações mais nobres e as tradições e ideais revolucionários do povo com o objectivo de despertar o ódio por outros povos. A Alemanha, cúmplice do Czarismo – o mais acabado modelo de reacção que existiu até hoje – não tem autoridade para se constituir como libertador dos povos. A libertação, tanto do povo russo como do povo alemão, deve ser obra das suas próprias mãos. (…)

Uma paz imediata, uma paz sem anexações, é isto o que devemos exigir. Todos os esforços nesta direcção devem ser apoiados. Só reforçando, de forma conjunta e contínua, as correntes de todos os países beligerantes que têm por objectivo uma tal paz é que pode ser posto fim a esta carnificina sangrenta. Só uma paz baseada na solidariedade internacional das classes trabalhadoras e na liberdade de todos os povos pode ser uma paz duradoura. Por conseguinte, é dever dos proletários de todos os países prosseguir, durante a guerra, um trabalho socialista comum em prol da paz.

Como protesto contra a guerra, contra aqueles que são responsáveis por ela e que a causaram, contra aqueles que a dirigem, contra os objectivos capitalistas para os quais está a ser utilizada, contra os planos de anexação, contra a total negligência e esquecimento dos deveres sociais e políticos pelos quais o Governo e as classes capitalistas continuam a ser responsáveis, voto contra a Guerra e os Créditos de Guerra solicitados.”

Guerra comercial EUA-China

Acordo_China_EUA

A propósito do Acordo preliminar assinado Donald Trump e Vice-Primeiro ministro chinês, Liu He, divulgamos uma análise de Albert Tarp, publicada no semanário Informations Ouvrières – Informações operárias – nº 588, de 22 de Janeiro de 2020, do Partido Operário Independente, de França.

Os EUA e a China assinaram, a 15 de Janeiro, um Acordo comercial parcial visando pôr um travão numa guerra comercial de dezoito meses entre as duas maiores economias do mundo. Qual o conteúdo desse Acordo? Continuar a ler

Médio-Oriente: Em direcção a uma nova guerra dos EUA?

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Em 80 cidades dos EUA, tiveram lugar no passado fim-de-semana manifestações contra a agressão e a guerra em relação ao Irão e a ocupação do Iraque. No centro esteve a palavra de ordem histórica contra a guerra no Vietname: Out now! (“Saída imediata!”).

A 3 de Janeiro, um bombardeamento norte-americano matou um dos principais líderes iranianos – o número dois do Regime, diz-se – o general Ghassem Soleimani, chefe de operações militares do Irão no estrangeiro. Soleimani estava no aeroporto de Bagdade, onde tinha acabado de chegar para assistir aos funerais de 31 soldados iraquianos mortos pelos militares dos EUA, na fronteira sírio-iraquiana. A ordem – dada directamente por Donald Trump – veio a seguir ao ataque à Embaixada dos EUA em Bagdade, o qual foi feito em resposta a um precedente bombardeamento norte-americano. Continuar a ler