O Estado de Emergência suspende o direito à greve!

SNS

A Assembleia da República aprovou, no dia 18 de Março, a declaração do Estado de Emergência no país, proposta pelo Presidente da República, depois de ter consultado o Conselho de Estado e o Governo.

O Presidente da República tinha anunciado, com três dias de antecedência, a necessidade de decretar o Estado de Emergência, a fim de, como afirmou, poderem ser tomadas as medidas urgentes exigidas pela situação que o país vive.

Mas, quando a população está mergulhada numa ameaça, pela invasão de um vírus que vem fazendo milhares de mortes em todo o mundo, o que é que ressalta deste decreto? Continuar a ler

Apoio à greve dos estivadores do Porto de Lisboa

estivadores

O Sindicato dos Estivadores e Actividade Logística (SEAL) constitui um exemplo de força organizada e combativa, na qual os seus trabalhadores, todos sindicalizados, se podem apoiar para desenvolver combates muito duros, para conquistar os direitos materializados no seu contrato colectivo de trabalho.

Todos conhecem e respeitam os estivadores e o seu sindicato: os da nossa classe, pelo seu exemplo; os do lado do capital, pela organização e luta corajosa, enfrentando inclusive a força policial lançada contra os seus piquetes de greve.

Sendo um baluarte da luta das classes trabalhadoras, é crucial apoiar o seu combate e o reforço da sua organização.

É com este entendimento que divulgamos a greve actual dos estivadores do Porto de Lisboa. Continuar a ler

Índia: 250 milhões de trabalhadores em greve geral

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A 8 de Janeiro, quase 250 milhões de trabalhadores, estudantes e agricultores indianos aderiram ao apelo à greve geral lançado por uma dúzia de sindicatos, todos eles em oposição ao governo de Modi, incluindo o Conselho Nacional dos Sindicatos de Toda a Índia (AICCTU). Continuar a ler

França: O frente-a-frente

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Divulgamos uma crónica de Jérôme Legavre, fazendo o ponto da situação do processo da greve em França, publicada no semanário Informations Ouvrières – Informações operárias – nº 585, de 27 de Dezembro de 2019, do Partido Operário Independente, de França, com o subtítulo: “De um lado uma «clique» ao serviço do capital, e do outro lado a imensa maioria”. Continuar a ler

Em França, nada ficará como dantes

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Vários jornais – nomeadamente o semanário Expresso, de 7 de Dezembro – relatam que a dimensão das mobilizações em França, a partir da greve geral iniciada no dia 5, atingiu proporções inesperadas, surpreendendo as forças políticas, e inclusive as Direcções dos próprios sindicatos.

Mobilizações traduzidas não só na paralisação geral, mas também em manifestações fortíssimas onde, lado a lado, estão trabalhadores dos sectores público e privado – das escolas aos hospitais, da energia aos transportes – estudantes, empregados e desempregados, cidadãos com os coletes dos seus sindicatos e outros com coletes amarelos.

Sobre isto, ninguém poderá falar em “manifestações inorgânicas” ou em “populismos”. São mobilizações assentes em formas de organização saídas de assembleias-gerais democráticas, em múltiplos sectores, dentro e fora dos sindicatos, onde – por unanimidade ou quase – têm sido aprovadas, primeiro a greve geral e, depois, a sua recondução. Continuar a ler

EUA: 50 mil empregados da General Motors em greve

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Eles estão a pedir um contrato colectivo que garanta um salário melhor, um sistema de cuidados de saúde acessíveis e de qualidade, e que as suas fábricas não sejam fechadas. (1)

O lançamento de drones contra as instalações petrolíferas da Arábia Saudita ilustra a forma como a política externa dos EUA desestabiliza a situação mundial e enfraquece a oferta em petróleo, incluindo nos próprios EUA. Num momento em que os fabricantes de automóveis europeus e asiáticos estão a construir veículos que consomem cada vez menos combustível, o aumento dos preços do petróleo causados por estas greves são uma muito má notícia para a indústria automóvel norte-americana, cujos carros consomem muito combustível. Continuar a ler

Meio ambiente e capitalismo

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27 de Setembro – Greve pelo clima

No próximo dia 27 de Setembro está convocada uma greve singular, a nível internacional, para combater as alterações climáticas e exigir que os governos acelerem as medidas contra a degradação do meio ambiente. Uma greve que se centra nas camadas estudantis e no terreno do consumo. Mais de uma centena de organizações já aderiram a ela, incluindo sindicatos, ONG, etc. (1).

Esta preocupação é louvável. Estão a ter lugar uma série de agressões contra o ambiente, que ameaçam a humanidade com um número crescente de doenças, devido à má qualidade do ar – por causa da emissão de diferentes substâncias – e também assistimos a uma deterioração dos mares e dos rios, bem como das florestas. Continuar a ler