UCRÂNIA: Uma guerra mundializada

Soldados da Bundeswehr (o Exército da Alemanha), 1ª Divisão Panzer, aquando da sua chegada ao porto de Klaipeda, na Lituânia, a 4 de Setembro de 2022, sob a supervisão da NATO.

A entrega de armas à Ucrânia está a aumentar, enquanto as tropas de Putin continuam a bombardear, o que as tropas ucranianas também estão a fazer. Esta guerra está agora mundializada. O imperialismo norte-americano e os países da NATO são cobeligerantes, com os seus fornecimentos de armas e instrutores militares.

Biden acaba de anunciar, a 4 de Setembro, um novo pacote de 11 mil milhões de euros de ajuda à Ucrânia, ao longo de três anos, mostrando assim acreditar que a guerra irá durar anos.

Ao contrário do que os governos ocidentais explicam, não é a guerra que provoca a inflação, pois ela já estava a acontecer antes dela. A guerra é apenas uma expressão da crise do Sistema capitalista mundial. É isto que eles querem esconder, procurando razões externas para a guerra, da mesma forma que, em 2019, inculparam a pandemia pela crise do Sistema capitalista.

A declaração de Macron de que “estamos em guerra” faz sentido. A economia de guerra é um meio de impor a inflação aos trabalhadores e às populações. E a inflação é uma necessidade para o capital, para baixar o custo da mão-de-obra e aumentar os lucros, numa situação de crise generalizada do Sistema.

Nesta situação, o imperialismo norte-americano procura realinhar todas as relações mundiais e enfraquecer e isolar a Rússia, mas visa sobretudo a China e o seu lugar na economia mundial. Putin, Jinping e Biden estão a tentar defender os seus interesses, mas dentro do quadro do mercado mundial capitalista de que todos eles dependem e que nenhum deles pretende pôr em causa.

Para o povo ucraniano bombardeado, para o povo russo sancionado e para todos os povos do planeta é preciso pôr fim a esta guerra que ameaça toda a Humanidade.

Nem Putin nem NATO!

Não à união nacional!

Levantamento dos estados de emergência, fim da repressão!

Parar as reformas dos Códigos do Trabalho!

Crónica da autoria de Lucien Gauthier, publicada no semanário francês “Informations Ouvrières” Informações operárias – nº 722, de 7 de Setembro de 2022, do Partido Operário Independente de França.

A INDÚSTRIA DE ARMAMENTO SUSTENTA O CAPITALISMO MORIBUNDO

Manifestação contra a guerra, em Madrid, no passado mês de Março.

Antes da queda do Muro de Berlim, a indústria de armamento era um dos pilares que asseguravam a sobrevivência do sistema capitalista, sustentando artificialmente o seu crescimento.

As indústrias de armamento tornaram-se fortemente interligadas com a máquina política dos Estados. Após a queda do Muro, foi necessário acabar com os excedentes. Por conseguinte, a década de 1990 assistiu a um desenvolvimento de conflitos “de baixa intensidade” (a intensidade é baixa quando os conflitos não afectam directamente os comentadores). Com o máximo cinismo, os países imperialistas (UE, Reino Unido, França,…) e, depois, a Rússia, acabaram com os seus excedentes.

Na década de 2000, tornou-se necessário reinventar e assegurar o fornecimento de novos equipamentos. Da robótica à Inteligência Artificial, à guerra assimétrica ou à guerra irregular, a indústria de armamento inovou com novos produtos, vestindo a sua imagem como razão de Estado, como necessidades democráticas e, inclusivamente, como ajuda humanitária. Depois desta mudança hipócrita, esta indústria continuou a desenvolver-se e a criar mercados para vender os seus produtos. Na década de 2010 surgiu um mercado de armas em segunda mão. Assim, a África e a América Latina ou parte dos países asiáticos, equiparam-se com armamento ligeiro (espingardas, lança-foguetes, minas, munições,…), enquanto que os países do Golfo Pérsico podiam pagar fragatas, aviões, mísseis de médio/longo alcance.

Um aumento vertiginoso das despesas militares

Em 2018, as despesas militares a nível mundial foram de 1800 biliões (1) de dólares (1.565 biliões de euros) ou seja, 4,93 biliões de dólares por dia e 57.000 dólares por segundo. Desde a década de 2000, tem havido um aumento constante das despesas em muitos países: os da NATO (incluindo a Turquia), os do Golfo Pérsico, muitos países asiáticos (em especial a China, em ascensão).

2020 foi um ano recorde, com 2000 biliões de dólares. Diego Lopes da Silva, investigador do programa de armamento e despesas militares “SIPRI”, explicou: “Podemos dizer com certeza que a epidemia não teve um impacto significativo nas despesas militares mundiais em 2022”. Na Europa, as despesas com a Defesa aumentaram nesse ano (+2%), particularmente em resposta à Rússia, que é considerada uma ameaça crescente desde a anexação da Crimeia em 2014.

Em 2021, a tendência é confirmada. Só os EUA representam quase 40% das despesas militares mundiais, de acordo com a política de Trump, continuada por Biden: “Os recentes aumentos nas despesas militares dos EUA são principalmente explicados por fortes investimentos na investigação e desenvolvimento, em vários projectos a longo prazo, tais como a modernização do arsenal nuclear norte-americano e a aquisição de armas em grande escala”. De acordo com Alexandra Marksteiner, investigadora do SIPRI, “Isto reflecte as crescentes preocupações sobre as ameaças vindas de concorrentes estratégicos como a China e a Rússia”.

A guerra na Ucrânia está a acelerar este processo. Os orçamentos militares estão a subir em flecha. Países como a Alemanha e o Japão, que são supostamente países sem Exército para actuação no exterior, estão a aprovar orçamentos colossais para armas.

As despesas militares globais totais aumentaram 0,7% em termos reais, em 2021, para 2.113 biliões de dólares. Os cinco maiores gastadores em 2021 foram os EUA, a China, a Índia, o Reino Unido e a Rússia, os quais, no seu conjunto, representam 62% das despesas, segundo os novos dados sobre a despesa militar global publicados pelo Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo: “O aumento do gasto total em 2020 decorreu, em grande parte, dos EUA e da China. Os EUA aumentaram as suas despesas militares pelo terceiro ano consecutivo atingindo 778 biliões de dólares em 2020 (+4,4% desde 2019, mas -10% em relação a 2011). (…) A despesa militar da China estima-se em 252 biliões de dólares (+1,9% desde 2019 e +76% desde 2011). Isto representa o maior período de aumentos ininterruptos (26 anos consecutivos) por parte de um país, de acordo com a base de dados do SIPRI sobre despesas militares. Com 72,9 mil milhões de dólares (+2,1%), as despesas militares da Índia ocupam o terceiro lugar no mundo. As despesas militares totais da Rússia ascenderam a 61,7 biliões de dólares (+2,5%). O quinto país mais esbanjador, o Reino Unido, aumentou as suas despesas militares em 2,9% em 2020. Esta é a segunda maior taxa anual de crescimento do país em 2011-2020, uma década caracterizada até 2017 por cortes nas despesas militares.”

Estados Unidos da América, o país mais vendedor de armas

Em 2021, “41 empresas norte-americanas figuravam entre as 100 maiores vendedoras de armas, com uma quota de 54%, 26 empresas europeias representaram 21% das vendas totais. Seguem-se a China (13% do total, com cinco empresas) e a Rússia (5%, com nove empresas). Contando em separado cada país europeu, a China passa para segundo maior país e o Reino Unido é o terceiro (sete empresas, 7,1%), à frente da Rússia (nove empresas, 5%) e da França (seis empresas, 4,7%).” (Le Monde, Dezembro de 2021).

A guerra económica (da venda de armas) não tem precedentes. Assim, “os Norte-americanos equipam massivamente os países considerados como aliados contra adversários mais ou menos declarados: os países árabes contra o Irão; os países europeus contra a Rússia; Taiwan, Japão e Coreia do Sul contra a Coreia do Norte e a China. Os Russos estão a armar os Chineses e Venezuelanos, que são alvo de embargos ocidentais. Para pesar sobre a relação de concorrência, por vezes os Estados sugerem que não tentarão aproveitar-se da sua influência e que os seus clientes continuarão a ser perfeitamente soberanos. Muitos vendedores franceses usam este argumento: comprar os nossos produtos é fugir das restrições russas e norte-americanas. (…) Os EUA vão um pouco mais longe: proibir a exportação de qualquer equipamento que contenha componentes norte-americanas. Por conseguinte, exigem que a França, por exemplo, peça autorização para entregar certos mísseis de cruzeiro MBDA SCALP utilizados no avião Rafale… porque incluem um microprocessador fabricado nos EUA”. Vender, mas também controlar a quem se vende.

Em 2019, as vendas das 25 maiores empresas mundiais de armamento aumentaram 8,5% em comparação com 2018, para um total de 361 biliões de dólares, com 5 empresas dos EUA (Lockheed Martin, Boeing, Northrop Grumman, Raytheon e General Dynamics) no top 10.

Os povos são as primeiras vítimas

Em 2021, as despesas militares superaram todas as expectativas dos accionistas; 2022 promete também ser um bom ano para eles. A venda de armamento não se limita a munições, mísseis ou espingardas. Durante os últimos 20 anos, novas armas – que vão desde pistolas Taser, flash-balls, até drones ou cães-robô – procuram mudar os paradigmas da guerra: haver menos homens no terreno e a guerra ser mais limpa porque os homens estariam longe dela.

Pergunta-se: então, quem matam? São os civis que suportam a pior parte dos horrores dos conflitos armados, por mais “intensos” que sejam. Em 2020, “a ONU registou quase 12 mil vítimas civis só no Afeganistão, na Síria e no Iémen”. Os civis também enfrentam a violência sexual, a tortura, os desaparecimentos, as migrações em massa, a insegurança alimentar e inclusivamente a fome. (…)

No final de 2020, mais de 99 milhões de pessoas estavam a enfrentar níveis graves ou perigosos de insegurança alimentar aguda, em 23 países, onde havia os conflitos e instabilidade. Estes números são superiores aos de 2019, quando havia 77 milhões. (fonte: unric.org).

A África foi, em 2020, o continente mais afectado por conflitos, com mais de uma dezena de guerras, principalmente relacionadas com a captura de matérias-primas.

Venda de armas: contra quem?

Países como os EUA, o Reino Unido, a França, Israel, a Rússia, a China,… estão a desenvolver feiras de armas: demonstração, novas técnicas… Milhões investidos para milhares de milhões de dólares em contratos feitos à medida.

A apresentação destas feiras está cada vez mais focada no combate urbano. Como mais de metade da população vive nas cidades, os soldados do futuro devem ser capazes de controlar este espaço. Portanto, a separação entre o Exército e a Polícia é cada menos nítida. A Polícia está equipada de modo análogo ao Exército, o exército actua cada vez mais como uma força policial. Assim, em Dezembro de 2020, o Ministério do Interior francês, após o episódio dos coletes amarelos, destacou 90 veículos blindados do Exército capazes de se movimentarem em terreno urbano.

Em relação à questão da manutenção da ordem, o “know-how” (saber-fazer) francês continua a ser exportado. Nas Escolas militares norte-americanas estuda-se a Batalha de Argel, dirigida por Massu e teorizada por Trinquier para eliminar o que se chama “o inimigo interno”, um inimigo considerado esquivo porque se coloca no meio dos civis. O Exército norte-americano aplicou, amplamente, métodos franceses para esmagar o povo iraquiano, durante a ocupação do Iraque e mais particularmente em Bagdad, também utilizando exércitos de subcontratados (ou companhias militares privadas) com uma intervenção na estratégia a adoptar, ou inclusivamente o direito de decisão sobre o Centro de Comando dos EUA.

A primeira das vítimas continua a ser a classe operária, que se está a levantar e se confronta com as duas últimas muralhas que a separam do poder: a Polícia e o Exército.

Isto também explica a reestruturação destes órgãos de defesa da burguesia. Tanto na questão dos fluxos de refugiados, como na da contra-insurreição (na cidade de Faluja, durante a guerra no Iraque, na Síria, na Colômbia,…), a gestão dos movimentos sociais, o controlo da população e o mercado de armas desenvolvem-se dentro dos Estados, com um aumento das novas armas (Tasers, granadas de borracha, balas de atordoamento, marcadores,…), sistemas de controlo coercivo (câmaras, drones, scanners, leitores de emblemas, triangulação telefónica,…). E não se trata apenas de França, muito inovadora neste campo, mas também da repressão na Birmânia, em Hong Kong, no Egipto,…

Opor-se à política de guerra é hoje em dia a pedra de toque de qualquer organização que afirme defender as classes trabalhadoras. E não só porque são os trabalhadores quem pagam e sofrem com as guerras, mas também porque esta política se opõe às reivindicações mais elementares. Têm razão os trabalhadores alemães quando dizem: “Aumentos salariais sim, rearmamento não; hospitais e mais pessoal sim, armamento não”.

Este é o conteúdo do NÃO à guerra. E no nosso país, em particular, “Não à NATO, fora com as bases militares”.

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(1) Um bilião equivale a mil milhões.

Carta Semanal do Comité Central do Partido Operário Socialista Internacionalista (POSI) – Secção da 4ª Internacional em Espanha) – nº 887, de 16 a 22 de Maio de 2022

Guerra e capitalismo

Biden ameaçou a Rússia, dizendo: “Não pensem sequer em avançar um centímetro para o território da NATO.” Isto diz tudo! Ele não está a falar da Europa, mas sim de “território da NATO”; NATO que, sob a égide dos EUA, tem como objectivo reorganizar todas as relações políticas na Europa.

O Presidente dos EUA na cerimónia de comemoração da entrada em funções do submarino Delaware, no porto de Wilmington, a 2 de Abril de 2022.

A União Europeia está desmoronada, em crise. Todos os governos são atingidos. Mas já não estamos em 1945, quando os Estados Unidos da América reorganizavam, com o Plano Marshall e a NATO, a “reconstrução” da Europa. O imperialismo norte-americano já não pode assegurar, nas condições mundiais actuais, o seu papel de polícia do mundo. Ele próprio está em crise e não consegue lidar com a instabilidade geral da situação mundial.

Os EUA têm um grande problema: o lugar da China no mercado mundial e, por conseguinte, o lugar da economia dos EUA à escala internacional. Os EUA agarraram a questão ucraniana como um meio para desmantelar o regime de Putin e permitir que o capital norte-americano possa penetrar amplamente e pilhar a riqueza da Rússia. Em defesa dos interesses do seu clã de oligarcas e do roubo contínuo da riqueza da Rússia, Putin desencadeou esta guerra sanguinária contra o povo ucraniano.

Mas a questão ucraniana, para os EUA, é acima de tudo um elemento de pressão sobre a China, para quebrar o bloco entre a Rússia e a China, a fim de isolar a China.

As sanções adoptadas contra a Rússia, especialmente a nível económico, são um aviso para a China. Aliás, os EUA têm pressionado os seus aliados europeus para que estes também exerçam pressão sobre a China (ver abaixo o nosso excerto do editorial do jornal Le Monde).

“A situação norte-americana não é isenta de paradoxos. A promoção do «made in USA» e do «Buy American», feita pela Casa Branca, coexiste com importações records (…). Importações que aumentaram o défice comercial com a China e que, com o peso dos direitos aduaneiros, mantêm os preços elevados para os consumidores. (jornal Les Echos, 1 de Abril). É esta inflação nos EUA, em conjunto com o aumento do preço da gasolina – um factor determinante para os Americanos – que pode levar à revolta da população norte-americana.

Dentro de alguns meses terão lugar as eleições intercalares (de meio-mandato) nos EUA. Na situação actual, estas eleições podem levar ao colapso da maioria do Partido Democrata. Num país fracturado – como o mostrou a eleição de Trump e também o assalto do Capitólio – um cenário em que Biden perca a sua maioria no Congresso poderia aprofundar ainda mais esta fractura e a crise de dominação política nos EUA.

Em pânico, Biden denuncia as companhias petrolíferas que estão “sentadas sobre os seus lucros recorde” em vez de aumentarem a produção. De facto, os trusts petrolíferos norte-americanos, a fim de preservarem a subida dos seus lucros, recusam-se a aumentar a produção. Biden foi forçado, portanto, a tomar uma decisão sem precedentes na história dos EUA: ir buscar 180 milhões barris de petróleo às reservas estratégicas do país.

A guerra na Ucrânia não é a causa da inflação nem da crise a nível mundial. Ela é um mero revelador. O aumento do preço do petróleo é bem anterior à guerra na Ucrânia. De facto, o seu preço tem vindo a aumentar há mais de um ano. A razão para a inflação é a especulação, que é inerente ao sistema capitalista.

Uma crise geral da economia capitalista pode acontecer a qualquer momento. O mercado mundial está em processo de desagregação, um mercado que é demasiado pequeno para os trusts. Eles estão, assim, a competir violentamente uns com os outros pela conquista de mercados.

A recusa dos trusts petrolíferos norte-americanos em aumentar a sua produção mostra que estes trusts e os monopólios em geral, a fim de defenderem os seus próprios interesses, espezinham os Estados nacionais.

Trump tinha decidido reindustrializar os EUA, relocalizando as empresas que tinham partido para a China. Biden declarou exactamente a mesma coisa. Mas nenhum deles o conseguiu fazer porque, para os trusts, a sobre-exploração dos trabalhadores chineses é muito mais rentável do que a dos trabalhadores norte-americanos. É sempre o lucro que predomina.

Esta feroz competição está na origem de muitas das guerras que têm atingido o nosso planeta, frequentemente com o objectivo de pilhar a riqueza deste ou daquele país.

Para eliminar a guerra, temos de erradicar a sua origem: o sistema capitalista!

Crónica de Lucien GAUTHIER publicada no semanário francês “Informations Ouvrières”Informações operárias – nº 700, de 6 de Abril de 2022, do Partido Operário Independente de França.

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Lido no editorial do jornal francês Le Monde

de 3 de Abril (extratos)

Os líderes da União Europeia – na sua Cimeira virtual com o Presidente chinês Xi Jinping e o Primeiro-ministro Li Keqiang, realizada a 1 de Abril – queriam tentar obter um compromisso da China de não contornar as sanções ocidentais contra a Rússia. Eles chocaram-se com uma parede. A China ficou surda aos apelos da Europa. O tempo das ilusões, para aqueles que ainda as tinham, sobre a atitude de Pequim, está claramente ultrapassado.

A discussão, disse a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen – que a conduziu com o Presidente do Parlamento Europeu Charles Michel – foi “franca e aberta”, uma forma diplomática de dizer que ela foi desagradável. Os dois lados trocaram, salientou ela, ” pontos de vista claramente opostos”.

Eles devem, em primeiro lugar, preparar-se para tirar as consequências de uma possível cooperação mais concreta de Pequim com Moscovo sobre a Ucrânia: se a China ajudar a Rússia a contornar as sanções, advertiu Ursula von der Leyen, isso terá um impacto sobre o investimento europeu na China. Este aviso, sem dúvida audível em Pequim, numa altura em que o país atravessa uma turbulência económica, não deve passar despercebido. Mas terá também um efeito significativo nas economias europeias.