Inundações nas localidades: um fenómeno “natural”?

A entrada norte da Estação da CP, em Algés, após as chuvas do passado dia 7 de Dezembro. A parte mais baixa da Estação ficou uma autêntica lagoa.

Alguns órgãos de “desinformação social” e comentadores encartados quiserem fazer passar a ideia de que, além de se tratar de “uma quantidade de chuva extrema”, as consequências das chuvadas tinham sido tão graves “porque as pessoas não respeitaram as indicações dos Serviços meteorológicos”.

Só se “esqueceram” de ligar as inundações, em várias zonas baixas de Lisboa, Amadora, Loures e Algés, por exemplo, à construção desaustinada de edifícios e de infraestruturas para obter o máximo lucro (o que transforma as estradas em ribeiras, quando há chuva intensa), bem como às condutas de escoamento das águas pluviais subdimensionadas e não sujeitas a manutenção atempada…

É mais fácil e cómodo responsabilizar “as pessoas” do que as instituições (dependentes do Estado central e das Autarquias locais) a quem compete o planeamento das infraestruturas, a regulamentação da construção de edifícios e a manutenção dessas condutas!