UCRÂNIA: Escalada na guerra

O Exército dos EUA enviou para a Ucrânia quase um terço do seu stock em mísseis Javelin.

Depois do anúncio de Putin de uma nova etapa na intervenção na Ucrânia, o conflito está agora concentrado no leste do país. Todos os dias têm vindo a ocorrer bombardeamentos intensivos, causando uma enorme destruição, com muitos mortes, feridos e fugitivos da zona de combate.

Após a reunião organizada pelos EUA na base militar de Ramstein (Alemanha), com quarenta países representados, Washington anunciou que, a partir de agora, iria reunir-se com os seus “aliados” todos os meses sobre a questão da Ucrânia. A reunião de Ramstein marcou um ponto de viragem na entrega de armas. De facto, Biden tinha anunciado, há algum tempo atrás, que os EUA e a NATO apenas enviariam armas de defesa, de forma a não entrarem em conflito com a Rússia.

Esse período está terminado.

Os EUA, o Reino Unido e a Polónia já estão a entregar equipamento pesado, de ataque. Os EUA, que tinham até agora fornecido à Ucrânia armas no valor de 4 mil milhões de dólares, anunciaram um novo plano de 33 mil milhões de dólares!

Os EUA e a NATO tornam-se assim – através dos Ucranianos – beligerantes neste conflito.

Pelo seu lado, as autoridades russas intensificaram as suas ameaças, denunciando estas entregas de armas pesadas e não excluindo a possibilidade de utilizar armas nucleares. A televisão russa mostrou, com o apoio de iconografias, cenários possíveis de bombas nucleares lançadas sobre Paris, Berlim e Londres. De acordo com esses cenários, o novo míssil nuclear russo demoraria 106 segundos para chegar a Paris.

Escalada de ambos os lados e ameaças para toda a humanidade.

Esta guerra na Ucrânia internacionaliza-se e está a tornar-se num factor crucial de toda a situação mundial. Aliás, as consequências já são visíveis: aumento dos preços da energia e dos alimentos na Europa, mas também no resto do mundo, particularmente em África e no Médio Oriente, importadores de trigo da Rússia e da Ucrânia.

Nesta situação, a especulação está a aumentar em flecha, porque é a lei do capital.

Mais do que nunca, devemos reafirmar: Nem NATO! Nem Putin!

Crónica de Lucien GAUTHIER publicada no semanário francês “Informations Ouvrières”Informações operárias – nº 704, de 4 de Maio de 2022, do Partido Operário Independente de França.

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