“Biden a manobrar para cerrar mais as fileiras do Ocidente”

Participantes na Cimeira da NATO.

A partir de 24 de Março, realizar-se-á uma Cimeira da NATO, na qual Biden participará pessoalmente. A isto seguir-se-á o G7, no qual Biden também estará presente, e finalmente uma Cimeira da União Europeia, para a qual Biden foi “convidado”.

As coisas são claras: Biden, aproveitando-se da guerra na Ucrânia, está a tentar reorganizar a ordem mundial sob o seu controlo, após a retirada dos EUA do Afeganistão.

O mito de uma União Europeia unida e de uma defesa europeia há muito que desapareceu. A defesa europeia é a NATO, liderada pelos EUA. E a União Europeia está enquadrada pela NATO e pelas exigências norte-americanas. Mas essa estratégia não está limitada à Europa.

Através das sanções adoptadas contra a Rússia, é também a China que é directamente visada.

Como está escrito num despacho da Agência France Press (AFP): “O presidente norte-americano tinha feito, no início do seu mandato, duas promessas em matéria de política externa: reparar as alianças danificadas pelo seu antecessor, Donald Trump, e concentrar-se mais na rivalidade com a China.

A guerra na Ucrânia tem permitido, até agora, que o anfitrião da Casa Branca se concentre na sua primeira prioridade: o Ocidente impôs sanções económicas sem precedentes contra a Rússia, ao mesmo tempo que alguns países fizeram dramáticas inversões estratégicas.

Quanto à «viragem para a Ásia», Joe Biden é actualmente obrigado a virar-se mais para a Europa – esta é a terceira vez que ele cá vem desde a sua tomada de posse. Mas a ofensiva do presidente russo, Vladimir Putin, poderia agir como um revelador do equilíbrio de poder entre Washington e Pequim.

Os norte-americanos estão preocupados, publicamente, com um possível apoio militar e económico da China à Rússia. Joe Biden ameaçou com represálias o seu homólogo, Xi Jinping, numa videochamada, se ele agisse nesse sentido.

O presidente dos EUA aposta que as sanções contra a Rússia farão reflectir a China, a segunda maior economia do mundo, cujos dirigentes, longe de condenarem a invasão da Ucrânia, se recusar mesmo a falar de uma «guerra».”

Claramente, uma nova situação mundial está em vias de abrir-se.

Crónica de Lucien GAUTHIER publicada no semanário francês “Informations Ouvrières”Informações operárias – nº 698, de 23 de Março de 2022, do Partido Operário Independente de França.

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