Coordenar e trocar experiências

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Mais do que nunca, na ordem do dia

Assistimos a explosões da luta de classes e da revolta dos povos, nas diferentes partes do mundo. Desde há meses que a população de Hong Kong sai regularmente à rua, afrontando directamente as forças policiais, exigindo primeiro a retirada do Decreto de extradição e prosseguindo a luta pelo fim da ocupação chinesa.

Igualmente na Argélia, todas as sextas-feiras, milhares de argelinas e argelinos desfilam em Argel e nas principais cidades do país, pelo fim do Regime presidencial militar corrupto, por uma Assembleia Constituinte, pela libertação de Louisa Hanoune e de todos os presos políticos e, agora, contra a privatização dos hidrocarbonetos, a principal jazida a nível mundial, em defesa da soberania Argelina.

Também na Catalunha, centenas de milhares de catalães manifestam, pelo direito a decidirem sobre o seu destino e pela libertação dos presos políticos, com os jovens na primeira linha, tal como em Hong Kong e na Argélia.

Mas esta vaga revolucionária acentuou-se e estendeu-se ultimamente, do Líbano, ao Chile, passando pelo Equador.

Milhões de chilenos – entoando em coro “Chile despertou”, dias antes do levantamento do povo equatoriano – põem, de forma directa, a questão de acabar com o Regime de corrupção e saque à conta do imperialismo.

Todos sentimos hoje, em cada um dos nossos países, que entramos num período em que a luta das mais amplas massas coloca a questão de acabar com o Sistema. Um sistema cuja sobrevivência implica, por toda a parte, destruir todas as conquistas democráticas e os direitos políticos e sociais conseguidos.

E, qualquer que seja a fachada com que se cubram, todos os governos que se subordinam ao capital financeiro e às suas instituições são obrigados a aplicar esta política de destruição social, provocando a resistência das massas e os levantamentos revolucionários a que assistimos.

Não foi o caso, no nosso país, do Governo do PS, apoiado pelo PCP e pelo BE, apresentado internacionalmente, como um exemplo de “governo de esquerda”?

Houve, de facto, alguma inversão real, ao longo destes quatro anos de governo da “geringonça”, na política desenvolvida pelos anteriores governos desde o tempo da Troika, nas áreas da Saúde, da Educação, da legislação laboral, da defesa da Floresta e das condições de vida da população do interior do país?

Ou, ao contrário, prosseguiu a mesma política de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, na Escola Pública, na Floresta e no interior do País, com o encerramento de balcões dos CTTs e da CGD?

Não fora a resistência das populações, de Norte a Sul, e dos trabalhadores dos sectores afectados, qual seria a situação hoje no país?

Qual o comportamento do “Governo da geringonça” perante a greve indeterminada dos motoristas? Uma campanha de calúnias, a transformação dos “serviços mínimos” em “serviços máximos”, a requisição civil, a utilização das forças militarizadas e a tentativa de extinção do seu Sindicato (o SNMMP).

Mas foi ou não esta luta dos motoristas que permitiu, agora, avançar para um novo Contrato Colectivo Vertical, começando a consagrar as reivindicações dos motoristas dos diferentes sectores?

Constitui esta luta, ou não, pela sua determinação, uma referência para todos os sectores laborais, que esperam da CGTP e da UGT, uma política de mobilização unida, que permita a satisfação das reivindicações e fazer face à continuidade da política da “geringonça”, agora através de um Governo do PS de “geometria variável”?

Foram estas questões, que militantes de diferentes quadrantes políticos e sindicais, discutiram, no passado dia 18 de Outubro, no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL).

Considerando que a necessidade de coordenar e trocar experiências está hoje mais do que nunca na ordem do dia, decidiram mandatar uma delegação de três membros, à Reunião Internacional, que juntará em Paris, nos dias 28, 29 e 30 de Novembro, 115 representantes de 69 países dos cinco continentes, organizada pelo Comité Internacional de Ligação e Intercâmbio (CILI).

Comissão de Redacção


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