Uma Cimeira do G7 sob alta tensão

G7

Divulgamos esta Nota sobre a próxima Cimeira do G7, da autoria de Daniel Shapira, publicada no semanário Informations Ouvrières – Informações operárias – do Partido Operário Independente, de França, nº 566, de 14 de Agosto de 2019.

Dentro de 10 dias, de 24 a 26 de Agosto, Macron prepara-se para acolher, em Biarritz, a Cimeira do Grupo dos Sete (G7): o americano Donald Trump, a alemã Angela Merkel, o japonês Shinzo Abe, o canadiano Justin Trudeau, o britânico Boris Johnson e o italiano Giuseppe Conte (a Rússia foi excluída em 2014, ficando o então G8 reduzido a 7 países) [1].

Para dizer o mínimo, esta Cimeira das grandes potências imperialistas vai realizar-se numa situação caótica, de que a Agência France Press (AFP) enumera alguns aspectos: “A taxação dos gigantes do digital (sobre a qual Trump e Macron se opõem), a guerra comercial entre Washington e Pequim (que inquieta os capitais e os mercados), ou as tensões EUA-Irão que ameaçam inflamar o Golfo.”

A guerra comercial acirrada entre os EUA e a China levou mesmo Trump a ponderar uma possível anulação da ronda de discussões com a China, em Washington, prevista para o próximo mês de Setembro. E, é claro, é preciso juntar a este contexto a ameaça brandida por Boris Johnson de um Brexit sem acordo (a 31 de Outubro), bem como a crise que acaba de se abrir em Itália (com a perspectiva da queda do Governo), ou ainda a crise na Alemanha (à beira da recessão) e em França.

A situação é tal que não haverá Declaração final desta Cimeira do G7, como já foi avisado antecipadamente. Na semana anterior à abertura do G7, a 12 de Agosto, as Bolsas afundaram de novo “num clima de nervosismo, alimentado pelas incertezas sobre a situação política em Itália e em Hong Kong, e pela guerra comercial sino-americana” (AFP). Também a 12 de Agosto, o Aeroporto de Hong Kong tomou a decisão, raríssima, de anular todos os seus voos, após milhares de manifestantes terem invadido o hall das chegadas.

Os sobressaltos caóticos que estão anunciados para a Cimeira das principais potências imperialistas reflectem a situação política mundial, marcada pelo levantamento em Hong Kong, pela revolução na Argélia e pelas ameaças de explosão dos povos e dos trabalhadores que já não conseguem aguentar as políticas de austeridade.

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[1] O G7 é um grupo internacional composto por: Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia também esteja representada. Esses países são as sete economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os quais representam mais de 64% da riqueza líquida global.

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