Venezuela: As consequências do bloqueio imperialista

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Após o fiasco da operação pretensamente humanitária de 23 de Fevereiro e o regresso do auto-proclamado Guaidó, a 4 de Março, o bloqueio imperialista prossegue.

O governo de Trump apostava numa prisão de Guaidó ao chegar no aeroporto, aonde diplomatas de países que o reconhecem o esperavam, para aumentar a pressão para a saída de Maduro. Mas o Governo venezuelano deixou-o entrar e até fazer comícios, tentando isolá-lo como agente de uma guerra que nenhum Venezuelano deseja.

A 7 de Março, a maior fábrica hidroeléctrica do país – com base na barragem de Guri, a quarta a nível mundial – teve todo o seu sistema de controlo, que é informatizado, atacado por “hackers” que operaram a partir de Houston e de Chicago, nos EUA, o que provocou um apagão de cerca de 100 horas na maior parte do país.

Poucos minutos após o início do apagão, Mike Pompeo, assessor de Trump, publicou um twitte onde dizia: “Os Venezuelanos estão sem comida, sem remédios, sem energia eléctrica e, não tarda, sem Maduro”, prevendo que seria impossível que ele se mantivesse no poder, dado o caos que seria criado com a falta de energia eléctrica e o efeito que isso teria no povo e nas Forças Armadas. Em simultâneo, toda a imprensa pró-imperialista reproduziu as declarações do senador dos EUA, Marco Rubio, republicano da ultra-Direita, que afirmava que esse facto era uma confirmação da falência do regime de Maduro.

Trata-se da chamada “guerra híbrida”, já aplicada pelos EUA noutros lugares, em mais um dos seus capítulos. Mas, a 13 de Março, a energia eléctrica tinha sido finalmente restabelecida em todo o território da Venezuela e o governo de Maduro continuava de pé. O que não quer dizer que a situação se tenha estabilizado; pelo contrário, ela continua muito perigosa.

Assim, continua na ordem do dia – para todos os democratas e anti-imperialistas, independentemente da opinião que se tenha sobre o governo de Maduro e a sua política – a mais ampla campanha em defesa da paz e da soberania da Venezuela e do seu povo, contra qualquer agressão externa do imperialismo e dos seus aliados: Trump, tira as garras da Venezuela!

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