A democracia em França e na Venezuela

Trump

Macron, o guerreiro

Divulgamos esta Nota de Lucien Gauthier, publicada no semanário Informations Ouvrières – Informações operárias – do Partido Operário Independente, de França, nº 539, de 6 de Fevereiro de 2019.

Macron denuncia a “eleição ilegítima de Maduro” e declara “reconhecer Juan Guaid como Presidente encarregue do seu país”.

Macron apresenta-se como o arauto da democracia. Ele – que faz reprimir ferozmente as manifestações de coletes amarelos, nas quais tem havido de modo sistemático muitos feridos, com alguns incapacitados para o resto da vida – ousa declarar que é preciso mudar o Regime na Venezuela.

Um impudor incrível, uma ingerência dirigida inteiramente contra o direito do povo venezuelano a decidir o seu futuro. Com que direito Macron ataca a Venezuela, em nome da democracia, ele que apoia incondicionalmente as hediondas ditaduras da Arábia Saudita e do Egipto?

A “democracia”, já nos contaram várias vezes essa balela. Em 2003, foi o ataque contra o Iraque para eliminar “as armas de destruição em massa” que os Serviços secretos dos EUA e britânicos tinham localizado, asseguravam-nos eles. Era necessário derrubar Saddam Hussein para isso e para restabelecer a democracia.

Ficou demonstrado que não havia armas de destruição em massa no Iraque, a democracia não foi restabelecida, e o país está desmantelado.

Depois houve a Líbia, onde era necessário ajudar o povo contra o horroroso ditador Kadhafi. Actualmente, após a intervenção militar imperialista, a Líbia deixou de existir, foi desmembrada em vários pequenos feudos dominados por milícias que têm na sua chefia Kadhafizinhos.

Em 2011, era necessário ajudar o povo sírio e derrubar o Presidente da Síria. Resultado? Centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados e, também, o desenvolvimento de grupos terroristas que foram, no início, financiados e armados pelas potências imperialistas contra o Regime sírio.

A democracia não tem nada a ver com isto: o que está em jogo são os interesses dos trusts, dos monopólios e do capital financeiro.

Como todos os outros dirigentes da União Europeia, Macron responde às intimações de Trump que é o verdadeiro comandante desta ofensiva.

O inimigo não é a Venezuela e o seu povo! O inimigo está no nosso próprio país. Contra o nosso próprio imperialismo, contra o governo de Macron, respondamos ao apelo dos nossos camaradas da Venezuela do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos! Estamos incondicionalmente ao seu lado! (ver o texto Nem golpismo nem intervencionismo na Venezuela!)

 

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