60 mil trabalhadores vão a Brasília registar a candidatura de Lula da Silva

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Ontem foi o dia em que a candidatura do Lula foi registada no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Para esse registo, foi organizado um grande desfile, com cerca de 60 mil pessoas, lá mesmo em Brasília.

Várias cidades do mundo fizeram iniciativas para apoiar o registo dessa candidatura, tendo-se realizado em Lisboa uma concentração com esse mesmo objectivo.

No Largo do Carmo, em Lisboa, a concentração foi organizada pelo Núcleo do PT em Lisboa e pelo Coletivo Andorinha. Além de vários cantores que entoaram canções de resistência aos golpistas que tomaram conta do poder no Brasil, em 2016, houve vários oradores – pertencentes a diversos partidos políticos e associações (1) – que manifestaram a sua solidariedade com Lula.

IMG_7054Falando em nome do POUS, Carmelinda Pereira começou por realçar que o combate pela democracia no Brasil – de que a luta pela libertação de Lula e a sua imposição como candidato presidencial são hoje bandeiras centrais – é uma componente de uma mobilização internacional em defesa dos explorados e oprimidos, em que o POUS e os seus militantes sempre têm estado empenhados.

Sublinhou, em seguida, o porquê da perseguição a Lula, no seguimento da operação de destituição de Dilma Rousseff: o sistema gerido pelos golpistas teme sobretudo o facto destes dirigentes do Partido dos Trabalhadores serem defendidos pelas principais organizações dos trabalhadores (nomeadamente a sua principal Central sindical, a CUT), isto é, por serem bandeiras da luta organizada dos trabalhadores brasileiros.

Por fim, Carmelinda Pereira referiu que um dos eixos fundamentais do programa de candidatura de Lula é a promessa da convocação de uma Assembleia Constituinte soberana, que acabe com a podridão das actuais instituições do Estado, retome nas suas mãos a riqueza da nação e satisfaça as principais reivindicações das populações trabalhadoras do Brasil. E recordou o seu tempo como deputada à Assembleia Constituinte, em Portugal, que o general Spínola (com os seus dois golpes de Estado, em Setembro de 1974 e Março de 1975) quis impedir que tivesse lugar. O que não conseguiu, levando a um aprofundamento da Revolução do 25 de Abril e das suas conquistas.

Terminou dizendo que a expectativa da maioria do povo português é que Lula seja liberto e retome o seu lugar de Presidente da República do Brasil.


(1) O CPPC, o PCP, o POUS, o Partido Comunista do Brasil, o PS e a Associação dos Cubanos em Portugal.​

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