Retomar o caminho aberto com o 25 de Abril e o Primeiro de maio em liberdade

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Editorial de O Militante Socialista nº 134

Abertas as portas da Liberdade, através do golpe militar dos capitães, a maioria do povo trabalhador, de Norte a Sul do país, saindo à rua procurou tomar o futuro colectivo nas suas mãos.

No meio de obstáculos, de erros, de enganos e ilusões construiu-se a democracia nas empresas, nas escolas, nos bairros – materializada em sindicatos, comissões de trabalhadores e de moradores,… E, com base nesta vaga revolucionária, foi possível a
nacionalização dos sectores estratégicos da economia, da Banca às Telecomunicações, a
Escola Pública, o Serviço Nacional de Saúde, o Poder Local.

Em décadas de resistência e de muitas lutas – mas sobretudo de políticas de divisão, de atropelo e de desrespeito pela vontade popular – impôs-se ao país a precariedade, a
subserviência perante aqueles que apostam em preservar o sistema capitalista, nem que
seja acorrentando os povos a dívidas que nunca contraíram ou à guerra. Um país onde
milhões de trabalhadores sabem que expressar a sua posição perante ordens ilegítimas e até ilegais, ou organizar-se num sindicato, é o passaporte para ser posto na rua.

E agora, depois da resistência e da  mobilização popular ter afastado o governo de Passos Coelho, e de ter sido formado um governo do PS assente em alguns acordos com o PCP e o BE, mas que jamais deixou de cumprir as políticas necessárias ao capital financeiro, com prejuízo das funções sociais do Estado, o que será necessário fazer, o que poderemos fazer?

As opiniões quanto aos balanços da experiência vivida serão certamente diferentes. Mas milhões de cidadãos, entre os quais os trabalhadores e os militantes, estamos unidos numa profunda aspiração: fazer de Portugal um país onde todos possamos viver com dignidade e em paz, em cooperação fraterna com os outros povos, o que implica o respeito pela soberania e identidade de cada um.

Esta aspiração que nos une a todos está implícita nos combates para preservar as conquistas de Abril, como o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública, ou para retomar o que estamos a perder, como o trabalho com direitos.

Combates assumidos pelas populações em defesa dos seus Centros de Saúde e dos Hospitais públicos, pelos médicos e profissionais de enfermagem em defesa dos seus direitos, garante de um verdadeiro Serviço Nacional de Saúde, pelos professores em defesa da Escola pública, pelos trabalhadores da Ryanair, contra a precariedade, entre muitos outros.

Pela nossa parte somos daqueles que consideram importante ajudar a mobilização
unida dos trabalhadores com os seus sindicatos, a fim de conseguir impor a revogação das leis da caducidade dos contratos colectivos e dos despedimentos colectivos, para retomar o poder da livre negociação colectiva, bem como para pôr termo ao medo de ser despedido, nem que seja com o pretexto de uma qualquer reestruturação.

Participando nestes combates, aprendendo uns com os outros, havemos de ser capazes  de tirar as lições da experiência e de construir uma Direcção política capaz de ajudar os
trabalhadores a concretizar este caminho.

Carmelinda Pereira


 

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