Saudação à luta dos trabalhadores da PT

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Greve geral e concentração dos trabalhadores da PT, a 21 de Julho de 2017, frente à residência oficial do Primeiro-ministro, com o apoio unânime dos seus sindicatos e das duas Centrais sindicais.

Milhares de trabalhadores da PT realizaram uma greve nacional e manifestaram-se pelas ruas de Lisboa, até à residência do Primeiro-ministro, para impor que o Governo assuma as suas responsabilidades, impedindo os despedimentos dos trabalhadores da PT, resgatando aqueles que já foram colocados fora da empresa, pondo fim ao assédio moral de outros e impeça o desmantelamento desta empresa.

Uma manifestação realizada de forma inédita! Ela era encabeçada pelos Secretários-gerais da CGTP e da UGT, que – lado a lado – seguravam duas grandes faixas, com os símbolos de todos os sindicatos existentes na empresa, ladeados pelos símbolos da CGTP e da UGT. Seguravam ainda essas faixas os respectivos dirigentes sindicais e a Coordenadora da Comissão de Trabalhadores da PT.

Faixas que diziam: “Os trabalhadores não deixarão destruir a PT!”

Atrás, seguiam milhares de trabalhadores da PT vindos de vários pontos do país, envergando camisolas pretas, onde estava escrita a palavra Aldrabice em vez de Altice. Entre as palavras de ordem gritadas, destacamos a defesa dos postos de trabalho e “Costa ouve e vê, nacionaliza a PT!”

Os discursos feitos pelos deputados do PCP, Bruno Dias, e do BE, José Soeiro, pelo Coordenador da CT, Francisco Gonçalves, e também por Arménio Carlos e por Carlos Silva, ressaltaram a exigência de ser posto fim ao processo criminoso contra os trabalhadores da PT, contra esta empresa e contra o país.

A manifestação terminou com um amargo de boca: as palavras dos dirigentes sindicais que foram recebidos por dois assessores do Primeiro-ministro, mostrando como o Governo se mantém numa posição de recusa em agir para pôr fim ao processo de despedimentos e de desmantelamento da PT, apenas explicando que irá corrigir as irregularidades, de acordo com a Lei.

“Isto termina assim? Vamos daqui de mãos vazias? E Agora?” – foram os comentários de uma trabalhadora da PT, de Coimbra, dirigindo-se – de forma muito indignada – ao Coordenador da CT.

“Não podemos deixar cair esta união aqui feita, temos que prosseguir” – afirmava um trabalhador da PT de Setúbal.

O POUS distribuiu um comunicado aos trabalhadores naquela concentração que termina assim:

«O POUS – cujos interesses não são distintos dos interesses do conjunto dos trabalhadores portugueses, que sempre se bateu contra a privatização da PT e continua a defender o restabelecimento do controlo estatal deste importante sector estratégicoconsidera que está nas mãos das Centrais sindicais assumir todas as iniciativas necessárias para obrigar o Governo a proibir o processo de despedimento dos trabalhadores da PT e garantir o restabelecimento de todos os seus direitos, de acordo com os contratos colectivos em vigor (Ler aqui)

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