Cuba e a eleição de Trump

trumpDois dias depois da morte de Fidel Castro, Donald Trump anunciou que, se Cuba não fizer um esforço, ele porá em causa o Acordo existente. O Financial Times (29 de Novembro de 2016) escreveu: «Tendo atrás de si os poderosos lobbies da agricultura e da indústria, o Sr. Obama tinha feito pressão para o restabelecimento de relações normais com Cuba.» Trump tinha-se pronunciado contra este Acordo e pela manutenção do embargo a Cuba. Em breve empossado como Presidente dos EUA, ele ameaça Cuba com a anulação do Acordo para, de facto, se dispor a renegociá-lo.

O jornal espanhol El País (29 de Novembro) noticia que o seu chefe da campanha eleitoral indicou uma nuance em relação à declaração de Trump: «O Presidente eleito “está aberto a estudar o reatar das relações com Cuba, fazendo a crítica de que, durante os últimos dois anos, não recebemos nada em troca da abertura”. Trump está a encarar as negociações com Cuba sobre a base dos seus interesses comerciais.» Ele quer que Cuba vá mais longe na sua “abertura”. O diário espanhol sublinha: «A maioria dos peritos considera que Trump pode atrasar a normalização de relações, inclusive travando algumas medidas, mas é muito improvável que ele ponha em causa todo o conjunto, o que constituiria um golpe importante nos grandes interesses económicos dos EUA, das grandes companhias aéreas aos agricultores, que fazem pressão para que haja mais trocas comerciais com a ilha.».

O porta-voz do grupo de pressão empresarial americano-cubano declarou: «Estará (o presidente Trump) disposto a estrangular um grande número de acordos comerciais muito importantes, só para satisfazer alguns votantes cubano-americanos?» (Financial Times, 29 de Novembro).

O presidente Trump confronta-se, uma vez mais, com a realidade, quer dizer, com as leis do mercado. A sua nova atitude em relação a Cuba é um indicador da sua política à escala mundial.

A OCDE acaba de publicar um Relatório, apoiando as propostas de recuperação económica do presidente Trump, mas advertindo: «A OCDE avisa o Sr. Trump que, se puser em prática as suas ameaças de instituir barreiras comerciais, o conjunto dos benefícios da sua política desaparecerá.» (Financial Times, 29 de Novembro).

Para mais informação acerca de Cuba e também sobre a eleição de Trump ver:

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