Continua a ser possível…

Salvar a TAP como empresa pública obrigando o Governo a retroceder.

Tap-2

A capacidade de mobilização e a determinação dos trabalhadores da TAP – afirmada num plenário com os seus sindicatos, apoiados na sua Comissão de Trabalhadores e na Comissão de Trabalhadores da Groundforce – para preservar os seus postos de trabalho, garantias e direitos contratuais, indissociáveis da preservação da TAP como empresa nas mãos do Estado português, foi ao ponto da criação de uma só frente com todos os seus sindicatos, formalmente apoiada pelas Direcções da CGTP e da UGT.

Nessa altura, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), apoiando-se na posição do SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos) – um dos sindicatos dos trabalhadores da TAP – afirmou: “Nunca como agora esteve tão evidente que existem forças que, se coordenadas, poderão opor-se com êxito à intenção do Governo de cometer mais um crime contra a economia nacional”, quer dizer, a venda da TAP.

Depois desta Declaração, o Governo lançou a requisição civil sobre os trabalhadores, convocados pelos doze sindicatos para uma greve, no período entre o Natal e o final do ano. Também nessa altura, foi criada a expectativa – em muitos trabalhadores, dentro e fora da TAP – que essa plataforma sindical seria capaz de rejeitar a requisição civil, com a continuação do apoio das Centrais sindicais e do forte movimento de cidadãos, que exigiam a sua retirada e a anulação do Decreto-lei de privatização da TAP.

Se, nesse momento, as Direcções das organizações de vários sindicatos – com a CGTP e a UGT – tivessem convocado reuniões gerais de trabalhadores para afirmar ao Governo que eles, com os seus sindicatos, não aceitavam a requisição civil na TAP, nem a sua privatização, o que poderia ter acontecido?

Teria o Governo força para quebrar a plataforma sindical?

Foi uma fatalidade, aquilo que aconteceu?

De facto, além de não terem sido convocadas estas reuniões – para expressar, de forma organizada e unida, o apoio do movimento sindical aos trabalhadores da TAP – estes também não tiveram oportunidade de se reunir em plenário, em unidade com os seus sindicatos, para decidir como responder à provocação do Governo.​ (Ler comunicado completo)

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