A utilização pela UE da crise dos refugiados (1)

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É impossível não reagir perante as imagens desses “párias da terra” amontoados no convés dos barcos que acabavam de resgatá-los e, ao mesmo tempo, não sentir a maior cólera perante a vergonhosa manipulação política orquestrada por todos os chefes de Estado e de governo da União Europeia. Continuar a ler

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PALESTINA: O “Acordo do século” contra os refugiados palestinianos

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O Coordenador especial das Nações Unidas (ONU) declarou [em Maio de 2018], que a Faixa de Gaza recebia apenas três horas de electricidade por dia. Ele acrescentou que isso só agravaria a crise humanitária. Três milhões de Palestinianos são obrigados a viver em verdadeiros campos de concentração a céu aberto.

Os primeiros elementos sobre a implementação do novo dispositivo mostram que este foi, sem qualquer dúvida, elaborado conjuntamente pelo Primeiro-ministro israelita, Netanyahou, e os seus amigos dos EUA. A recente Lei instituindo o Estado israelita como “Estado nacional do povo judeu” – que está a provocar o levantamento contra ela de dezenas de associações judias, nomeadamente nos EUA, e que estabelece um agravamento da segregação racial contra os Palestinianos do Interior – não é estranha a este contexto. Continuar a ler

Reino Unido: exigir eleições gerais imediatas para tentar resolver a catástrofe (1)

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Greve e manifestação dos docentes universitários em defesa dos salários e da sua aposentação, em Londres a 14 de Março de 2018.

Milhares de pessoas manifestando-se em Londres pelo direito a um referendo sobre as condições do “Brexit” [saída do Reino Unido da União Europeia], decidida num plebiscito há dois anos, dá que pensar. Sobretudo porque havia ali gente de vários partidos, embora dominados por Conservadores. Militantes do Partido Trabalhista temem, com razão, o impacto que uma saída desordenada da União Europeia terá na vida futura dos trabalhadores. Continuar a ler

Brasil: A destruição do Museu Nacional, um retrato do país (1)

Image: Firefighters try to extinguish a fire at the National Museum of Brazil in Rio de Janeiro

O desaparecimento do valoroso acervo é responsabilidade da política golpista.

Na noite de 2 de Setembro, o Museu Nacional sediado no Rio de Janeiro foi destruído pelo fogo. Perdemos o 5º maior acervo do mundo, um dos acervos mais importantes do país, de valor inestimável para nós, brasileiros, e para toda a humanidade. Perdemos o fóssil humano mais antigo localizado nas Américas, Luzia, múmias indígenas e egípcias, entre outros. Continuar a ler

Às ruas com Lula 13! Por Lula Presidente com Constituinte!

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Declaração do Encontro nacional extraordinário do Diálogo e Acção Petista (1)

Companheiras e companheiros do PT,

As próximas semanas serão decisivas para o futuro da nação, hoje bloqueado pela política do golpe.

Em dois anos, o golpe do impeachment (destituição da ex-Presidente Dilma) criou uma situação gravíssima. São 13 milhões de desempregados, 5 milhões de desalentados, mais 9 milhões de subocupados, representando um quarto da força de trabalho, que é o esteio do país. Em dois anos, destruiu o emprego duramente conquistado em doze anos de gestões petistas.

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Bloqueio contra a Venezuela impede Brasil de pagar dívida de electricidade

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Barragem e central eléctrica do Guri (Venezuela), de onde o Estado brasileiro de Roraima importa energia eléctrica

Reproduzimos uma notícia do site Abril Abril, de 31 de Agosto de 2018, que mostra a perversidade das sanções financeiras e económicas dos EUA e da União Europeia contra a Venezuela. Mesmo o ministro dos Negócios Estrangeiros do governo golpista de Temer foi obrigado a reconhecê-lo…

Um ministro brasileiro afirmou esta quinta-feira (29 de Agosto) que as sanções impostas à Venezuela pelos EUA e a UE impedem o seu país de pagar a Caracas uma dívida de 40 milhões de dólares em energia eléctrica.

Em declarações a uma agência noticiosa, Aloysio Nunes, ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, disse que Brasília está a negociar com Caracas de forma a evitar que a empresa estatal Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) corte o fornecimento de energia ao Estado brasileiro de Roraima, no Norte do país e que faz fronteira com a Venezuela.

As sanções unilaterais impostas pela Administração norte-americana e pela União Europeia (UE) contra a Venezuela impedem o Brasil de proceder ao pagamento da dívida, com o valor aproximado de 40 milhões de dólares, em energia eléctrica.

De acordo com a AFP (Agência France Press), o diplomata afirmou que “o Brasil quer saldar a dívida” e que “a falta de pagamento se fica a dever à dificuldade em encontrar um caminho financeiro para enviar as divisas sem chocar com as restrições e sanções que são aplicadas pela Europa e pelos EUA à Venezuela”.

Roraima é a única das 27 entidades federativas brasileiras que não está ligada ao sistema eléctrico nacional – refere a VTV (Televisão do Estado de São Paulo, no Brasil) –, recorrendo à importação de energia a partir da central hidroeléctrica do Guri, na Venezuela.

Evidência de como as sanções afectam a Venezuela

Recorrendo à sua conta de Twitter, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, divulgou um excerto da notícia publicada pela AFP em que o responsável brasileiro admite não ter conseguido acabar com a dívida à Corpoelec devido ao bloqueio a que a Venezuela é submetida.

Arreaza classifica o facto como uma “prova irrefutável do efeito perverso do bloqueio contra a Venezuela”.

Os responsáveis políticos venezuelanos denunciam frequentemente as consequências da ingerência estrangeira e da guerra económica, financeira e mediática movida contra o seu país.

Em Maio último, a vice-ministra da Saúde, Indhriana Parada, afirmou em Genebra (Suíça) que aqueles que pedem canais humanitários para a Venezuela são os mesmos que bloqueiam a possibilidade de aquisição de medicamentos e alimentos para o povo venezuelano.

Parada explicou que, para adquirir 25 medicamentos de tipo oncológico – e, assim, responder às necessidades de 135 crianças nas áreas de Oncologia e de Hematologia – a Venezuela teve de recorrer ao Uruguai, porque as grandes transnacionais farmacêuticas se recusam a vender medicamentos ao seu país, que enfrenta todo o tipo de dificuldades para efectuar operações bancárias, em virtude do bloqueio financeiro a que é submetido.

A guerra dos metais raros

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Reproduzimos uma Nota de leitura sobre o livro de Guillaume Pitron, “A Guerra dos metais raros: a face escondida da transição energética e digital”, da editora «As ligações que libertam», publicada no número 909 da “Carta de A Verdade” (1), de 23 de Agosto de 2018.

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