A ingerência do Banco Mundial na Educação Pública

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O Banco Mundial (BM) é uma instituição financeira com sede em Washington que concede empréstimos a países em desenvolvimento, tendo o estatuto de observador na ONU e no G20 (o Grupo dos 20 países mais ricos do mundo).

O BM actua no sector da Educação desde 1962 e, na década de 1980, defendeu a supremacia da educação privada sobre a pública, com a cobrança de mensalidades. Em 20 anos (entre 1980 e 2000), a promessa de desenvolvimento deu lugar ao aumento da pobreza e das desigualdades no mundo, enquanto na Educação pioraram os índices de aprendizagem. Continuar a ler

Palestina: “Vamos-nos unir numa só voz”

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Marcha pelo direito ao retorno, em 2019.

No meio da pandemia, os governos dos EUA e de Israel querem colocar em marcha o “Acordo do Século”, anunciado por Trump em Janeiro deste ano. O “Acordo do Século”, entre EUA e Israel – mais uma ofensiva contra o povo palestiniano – prevê, entre outros pontos, a exigência de reconhecimento, por parte dos Palestinianos, de Israel como Estado Judeu e a anexação de 30% da Cisjordânia a Israel. O primeiro-ministro israelita, Netanyahu, anunciou que colocará em votação no Knesset (o Parlamento de Israel) a anexação de parte da Cisjordânia, prevista para o início de Julho.

A resistência do povo palestiniano, desde a criação do Estado de Israel em 1948 – o qual o expulsou das suas terras – ganha um novo ponto de apoio com um Manifesto que já conta com milhares de signatários. Continuar a ler

Acordo para a TAP: o espectro dos despedimentos e do aumento da carga fiscal

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O acordo para a TAP traduz-se na aquisição pelo Estado da participação de David Neeleman (da companhia Azul) por 55 milhões, passando a Atlantic Gateway a ser controlada por apenas um dos accionistas que compunha o consórcio, designadamente o português Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro. Neste acordo há assim um reforço da posição accionista do Estado de 50 para 72,5%. Contas feitas, o empresário Humberto Pedrosa (do grupo do Barraqueiro) detém 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%. Continuar a ler