Acordo para a TAP: o espectro dos despedimentos e do aumento da carga fiscal

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O acordo para a TAP traduz-se na aquisição pelo Estado da participação de David Neeleman (da companhia Azul) por 55 milhões, passando a Atlantic Gateway a ser controlada por apenas um dos accionistas que compunha o consórcio, designadamente o português Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro. Neste acordo há assim um reforço da posição accionista do Estado de 50 para 72,5%. Contas feitas, o empresário Humberto Pedrosa (do grupo do Barraqueiro) detém 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%. Continuar a ler

Brexit: Abertura de uma “maratona negocial”

Brexit

A 29 de Junho, começaram cinco semanas de conversações entre a União Europeia (UE) e o Governo britânico sobre as sequelas de Brexit.

O Reino Unido deixou a UE a 31 de Janeiro, mas continuam a aplicar-se as Regras europeias até 31 de Dezembro.

O que está em jogo nas discussões que acabam de recomeçar pela primeira vez desde Março? Se não se chegar a acordo até ao dia 31 de Dezembro, as únicas regras que se aplicarão nas relações comerciais entre a UE e o Reino Unido serão as da Organização Mundial do Comércio (OMC), com as suas taxas alfandegárias elevadas e os seus controlos aduaneiros muito rígidos. Continuar a ler

França: 60% de abstenção nas Municipais

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Nas legendas é dito: “Olha, eles alongaram o distanciamento para as Municipais”; “Não, foi a abstenção social que aumentou!”.

Nunca houve uma tal situação na Quinta República: 60% dos eleitores recenseados não foram votar na segunda volta das eleições municipais que, tradicionalmente, são ainda eleições muito “participadas”. Nas cidades e bairros operários a abstenção excedeu os 70%!

Uma abstenção sem precedentes, que exprime uma rejeição atingindo todos os partidos e os líderes de todas as cores políticas, que incarnam o Sistema, confundindo-se com as políticas anti-operárias postas em prática pelos sucessivos governos, no quadro das instituições antidemocráticas da Quinta República.

Em muitas das grandes cidades, houve um poderoso movimento de rejeição. De facto, houve “Vencedores” que representam pouco mais de 15% do eleitorado inscrito nos Cadernos eleitorais… Todos foram afectados. Continuar a ler