Falência de todo o Sistema capitalista

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A humanidade está confrontada com uma verdadeira catástrofe. Três mil milhões de seres humanos confinados, dezenas de milhares de mortos, milhões infectados e serviços de saúde a desmoronarem-se uns atrás dos outros.

O desenvolvimento exponencial da pandemia em todo o mundo não é fruto do acaso.

A sua explosão é o produto, por um lado, da política de saque imperialista que condena povos inteiros a uma miséria sem nome, em África e no Médio Oriente – países que já são pasto das guerras e intervenções militares imperialistas –, na Ásia, na América Latina… e, por outro lado, da política de ajustamento estrutural, ditada pelo FMI e aplicada aos povos dos países imperialistas desde a crise de 2008, que destruiu todos os sistemas de saúde pública, conseguidos com duras lutas. Continuar a ler

Grécia: A pretexto da crise, ataque aos direitos

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Na Grécia, a Iniciativa dos Trabalhadores da Universidade de Atenas denuncia que “em nome da luta contra o Covid-19, uma série de medidas reaccionárias e anti-operárias estão a ser tomadas, as quais alguns queriam aplicar há muito tempo. Horas extraordinárias não registadas, horário flexível institucionalizado assim como a sua extensão (por exemplo nos supermercados), o trabalho à distância, a transferência de pessoal para outros serviços, etc. Não nos deixemos enganar, estas medidas excepcionais vieram para ficar (…). Em breve, os ‘ajuntamentos’ serão proibidos e as manifestações acabarão para sempre. Esta questão diz respeito ao coração do capitalismo. A crise é uma ocasião.”

O Sindicato dos marinheiros (Penen) não está disposto a tolerar o despedimento de centenas de marinheiros anunciadas pelos armadores – que têm o apoio do Governo e do sindicalismo alinhado com a sua política – a pretexto do Coronavírus.

“Declaramos, categoricamente, a nossa oposição a qualquer tentativa de despedimento ou de não recontratação no início da época do Verão, que começa a 1 de Abril de 2020.” Continuar a ler

União Europeia, bye bye!

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É muito provável que haja um “antes e um depois” para as instituições da União Europeia após a realização deste Conselho Europeu Extraordinário de 26 de Março. Um Conselho que terminou a sua reunião sem qualquer acordo sobre que medidas tomar para fazer face à crise económica que rebentou de novo com o alastrar da pandemia.

As instituições da União Europeia, confrontam-se há muitos anos, com oposição aberta de uma boa parte dos trabalhadores e dos povos, que vêem chegar destas instituições “recomendações” para que os governos levem a cabo me­didas anti-operárias, como por exemplo a vaga de “reformas dos sistemas públicos de pensões de aposentação”. Reformas, claro está, de aplicação sob a res­ponsabilidade dos diferentes governos, que utilizaram a desculpa do “é a mando da Europa”. Continuar a ler

Viva o 25 de Abril!

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Carta aos deputados que invocam representar o povo trabalhador na Assembleia da República

É com um sentimento misto, de orgulho e de profunda tristeza, que – na passagem dos 44 anos da aprovação da Constituição Portuguesa – assistimos a ser posto à consideração dos deputados na Assembleia da República a renovação do Estado de Emergência, o qual suspendeu o direito à greve, o direito de reunião e o direito de resistência, aí inscritos.

Orgulho, por termos feito parte daqueles que, nesse ano de elaboração da Constituição, procuraram ser uma voz na Assembleia Constituinte do movimento de fundo que mobilizou todas as camadas da população trabalhadora, de Norte a Sul do país. Nos principais centros fabris e nas aldeias mais remotas eram desmanteladas as instituições da ditadura e criadas formas de organização autónoma, dos sindicatos livres e independentes às Comissões de Trabalhadores e Comissões de Moradores, das Unidades Colectivas de Produção às Cooperativas Agrícolas e de Distribuição. Continuar a ler

Para que deveria servir o “Estado de Emergência”?

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Salvar vidas tem de ser o lema que determina todos! Estará a ser assim? Uma análise para detectar o Coronavírus pode custar 200 euros!…

Investigadores portugueses dispõem-se a trabalhar nos laboratórios de investigação, podendo cada teste custar apenas o preço dos reagentes.

Ao mesmo tempo que as Ordens dos Médicos e o dos Enfermeiros pediam que fossem testados todos os trabalhadores da Saúde, para os defender a eles e àqueles que eles salvam, foi divulgado pela ministra da Saúde que o SNS tinha capacidade diária para a realização de 9000 testes de despiste do Coronavírus (1), enquanto os laboratórios privados teriam a capacidade de 17000 no total. Continuar a ler

Quem controla o esvaziamento do mealheiro das classes trabalhadoras?

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Na sua entrevista à TVI, no passado dia 23 de Março, António Costa afirmou que “as medidas decretadas para salvar as empresas e salvar o emprego iriam custar ao Estado cerca de mil milhões de euros mensais”.

O que quis o Primeiro-ministro dizer com a palavra “Estado”? Quis dizer “Segurança Social”, de acordo com o conteúdo do “Regime de Lay-off”?

É a partir desta interpretação que se escreveu este texto.

As medidas do Governo para tentar dar um “suporte de vida às empresas” – palavras do ministro da Economia, Siza Vieira – e impedir os despedimentos em massa, não beliscaram em nada, até à data, os donos do grande capital. Todos os empresários são tratados por igual – seja um pequeno patrão (a trabalhar tanto ou mais que os seus empregados), seja aquele que pode comprar “Ferraris” – quando se trata de poderem recorrer ao “Regime de Lay-off” para não despedir os trabalhadores da sua empresa. Continuar a ler

E no Brasil, como é que é?

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“O Trabalho” – jornal da responsabilidade da Secção brasileira da 4ª Internacional, que é uma corrente do Partido dos Trabalhadores do Brasil – publicou mais uma edição (o nº 862). Dada a situação criada pela pandemia de Coronavírus, a Redacção de “O Trabalho” decidiu colocar à disposição de todos a sua versão integral (ver aqui), em vez de tornar público apenas o seu Editorial